Como montar um portfólio de UX/UI Design do zero (e que realmente funciona)
O portfólio é o documento mais importante da sua carreira em design. É ele que decide se você passa para a próxima fase de um processo seletivo, se consegue um freela ou se uma empresa te leva a sério como profissional. Mas a maioria dos designers erra na montagem do portfólio — e neste artigo você vai entender como fazer o certo.

Apparicio Junior
Head of Product Design

Por que a maioria dos portfólios falha?
O erro mais comum é apresentar apenas o resultado final de um projeto. Uma tela bonita sem contexto não conta uma história. Os recrutadores e líderes de design que revisam portfólios querem entender como você pensa, quais problemas você resolveu e qual foi o seu papel específico em cada projeto.
Outro erro frequente é encher o portfólio de projetos de baixa qualidade para parecer que há mais experiência. Cinco casos mediocres valem menos do que dois cases sólidos e bem documentados.
O que um bom case de portfólio deve ter
Um case de portfólio eficiente conta uma história do começo ao fim. Começa com o contexto: qual era o problema, quem era o usuário, qual era o negócio por trás. Depois mostra o processo: como você levantou informações, quais metodologias aplicou, que hipóteses testou. Por fim, apresenta a solução e, sempre que possível, os resultados.
Mesmo em projetos fictícios ou acadêmicos, é possível construir esse raciocínio. O que importa é demonstrar que você tem um método e que consegue articular suas decisões de design com clareza.

Quantos projetos incluir?
Para quem está começando, dois a três projetos bem desenvolvidos são suficientes. Para designers com mais experiência, de três a cinco cases é o ideal. Mais do que isso tende a diluir a qualidade e dificultar a leitura.
Se você não tem projetos reais ainda, crie redesigns de aplicativos existentes, resolva um problema real de um negócio local ou participe de hackathons e desafios de design. O que importa é a qualidade do raciocínio, não o nome da empresa por trás do projeto.
Qual plataforma usar?
O ideal são portfolios próprios em plataformas como Framer ou Webflow.
Porém independentemente da plataforma, o mais importante é que o portfólio seja fácil de navegar, que os projetos estejam bem descritos e que a sua identidade como profissional apareça com clareza.
Peça feedback antes de compartilhar
Um portfólio nunca está realmente pronto para ser compartilhado antes de ter passado por revisão. Peça para outros designers olharem, de preferência profissionais com experiência em contratação. O feedback externo revela pontos cegos que você não consegue enxergar sozinho por estar muito próximo do material.
Portfólio Review com mentores experientes pode ser o que separa um processo seletivo bem-sucedido de mais um currículo ignorado.
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